artes visuais e fé cristã

(visual arts and christian faith)

Detalhe de mosaico bizantino com cenas da vida de Abraão, século VI d.C., Basilica de São Vital, Ravena, Itália

A vida de Rafael
Rafael Sânzio, Auto-retrato (detalhe), 1506, óleo sobre tela, Galeria Uffizzi, FlorençaConheça a história de Rafael Sânzio, grande pintor e mestre do Renas-cimento italiano. Teologarte leva você a Urbino, cidade natal do artista.

 

O Sacrifício de Isaque
Rembrandt, O Sacrifício de Abraão (detalhe do anjo segurando a mão de Abraão), 1635, óleo sobre tela, Museu do Hermitage, São Petersburgo, RússiaDois grandes artistas, Caravaggio e Chagall, traduzem em pintura a narrativa do capítulo 22 do livro de Gênesis, em que Deus põe à prova a fé de Abraão.

 

“E vi um homem revestido de linho,
com os lombos cingidos de ouro puro,
seu corpo tinha a aparência do crisólito
e seu rosto o aspecto do relâmpago,
seus olhos como lâmpadas de fogo,
seus braços e suas pernas como o fulgor do bronze polido,
e o som de suas palavras como o clamor de uma multidão.”

– Bíblia, livro do Profeta Daniel, cap. 10, v. 5-6
 

A beleza exerce sobre o ser humano um fascinio único. Nosso olhos procuram o que é belo, e temos prazer em apreciar cores e formas – tanto as da natureza como as que o homem elabora. O universo das imagens é infinito e toca nossa sensibilidade. Deus nos deu a capacidade de criar e de apreciar. A relação entre a arte e o cristianismo deve ser explorada – como já foi ao longo da história da igreja – de forma coerente e redentora. As artes visuais podem ser grande instrumento na evangelização, no ensino das Escrituras e, por que não, parte integrante de nossa liturgia contemporânea. Quando nos deixamos surpreender pela beleza de uma pintura ou pela perfeição de uma escultura, podemos ser conduzidos a um contato mais sensível e mais completo com a mensagem da Biblia.

Andrej Rublev: 'Santíssima Trindade', ícone de 1425;

Andrej Rublev: 'Santíssima Trindade', ícone de 1425

Infelizmente, o impulso iconoclasta da Reforma Protestante – até certo ponto justificado por excessos da religiosidade católica medieval – foi levado ao extremo e fez que abolíssemos as artes visuais dos templos evangélicos. A barreira praticamente intransponível entre uma cultura baseada na imagem, por um lado, e uma fé despida de qualquer dimensão estética, por outro, ameaça a nossa própria capacidade de comunicar o evangelho de forma relevante ao mundo que nos rodeia. É hora de assumirmos nossa natureza criativa, resgatarmos a arte de seu lugar marginal na vida da igreja e fazermos as pazes com imagens cristãs de qualidade e de conteúdo. Muitos artistas de várias épocas nos precederam nesse caminho e abrem portas e janelas que nos ajudam a conhecer a Palavra de Deus, sua relação com a cultura e seus desdobramentos na nossa vida individual e comunitária.

 

 

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