a vida do pintor rafael

Posted in Uncategorized by teologarte.com.br on 16/08/2009

(raphael’s life)

 

Leia a transcrição do vídeo:

Piero della Francesca: 'Díptico dos Duques de Urbino' (Battista Sforza e Federico II da Montefeltro), 1472

Piero della Francesca: 'Díptico dos Duques de Urbino' (Battista Sforza e Federico II da Montefeltro), 1472

Estamos em Urbino, encantadora cidade medieval construída no alto de uma montanha na região de Marche, no centro da Itália. Na segunda metade do século XV, Urbino se tornou importante centro artístico e cultural, especialmente sob o governo do duque Federico da Montefeltro, amante das artes que conseguiu trazer à cidade grandes artistas da época, como Donato Bramante, Leon Battista Alberti e Piero della Francesca – autor desse famoso retrato do duque Federico. Em 1483, poucos meses depois da morte do duque Federico, nasceu em Urbino aquele que se tornaria seu mais famoso cidadão, o grande pintor e arquiteto Rafael Sânzio, mais conhecido simplesmente como Rafael, que vemos aqui em um famoso auto-retrato. A vitalidade cultural de Urbino certamente contribuiu para estimular a precocidade do jovem Rafael, ele mesmo filho de um pintor de menor fama. Mas seu talento logo o levaria a deixar a cidade e a expandir seus horizontes.

Rafael: 'Escola de Atenas', 1510

Rafael: 'Escola de Atenas', 1510

Aos dezessete anos, encontramos Rafael na cidade de Perugia, capital da região vizinha da Umbria. Lá, Rafael trabalhou sob a orientação do renomado mestre Perugino, que teve grande influência no desenvolvimento técnico do jovem pintor. Com vinte e um anos, Rafael se mudou para Florença, onde entrou em contato com as obras de outros dois grandes mestres do Renascimento italiano: Leonardo da Vinci, que naquela época assombrava o público com a sua Mona Lisa, e Michelangelo, que já havia terminado a sua monumental escultura do Davi, a qual permanece até hoje em Florença.

Rafael: 'Retrato do Papa Júlio II', 1511

Rafael: 'Retrato do Papa Júlio II', 1511

Em 1508, Rafael foi chamado pelo papa Júlio II a Roma, onde passaria os últimos doze anos de sua curta vida. Sua primeira tarefa em Roma foi pintar uma série de afrescos em três salas dos apartamentos papais do Vaticano. O afresco chamado “A Escola de Atenas”, numa dessas salas, retrata um debate entre os filósofos gregos Platão e Aristóteles, e talvez seja o trabalho mais famoso de Rafael – certamente influenciado pela pintura que Michelangelo estava realizando, ao mesmo tempo, no teto da Capela Sistina. Já sob o papa seguinte, Leão X, Rafael foi encarregado de criar os desenhos de grandes tapeçarias, destinadas inicialmente para as paredes laterais da Capela Sistina. Nesses esboços, Rafael retratou com grande sensibilidade cenas bíblicas do Novo Testamento, como a pesca maravilhosa e a pregação do apóstolo Paulo em Atenas.

Rafael se destacou ainda por sua grande habilidade como retratista. Um dos retratos mais famosos criados por ele está exposto no Palácio Ducal de Urbino, e é conhecido como “A Mulher Muda”. Não se sabe ao certo quem é essa jovem que Rafael retratou com tanta perfeição e delicadeza, mas provavelmente se trata de uma nobre de Florença, ou, quem sabe, de uma das várias mulheres com as quais se envolveu, sem jamais se comprometer com nenhuma delas.

Interior do 'Pantheon', Roma

Interior do 'Pantheon', Roma

Em 1514, Rafael foi designado para trabalhar na construção da Basílica de São Pedro, em Roma, como auxiliar do arquiteto Donato Bramante, que aliás era seu conterrâneo – nasceu a três quilômetros de Urbino – e foi quem indicou o nome de Rafael para o papa Júlio II. Com a morte de Bramante, no mesmo ano, Rafael assumiu a direção dos trabalhos. É interessante lembrar que a construção da nova Basílica de São Pedro – que iria substituir o templo original, construído no IV século d.C. – foi um dos estopins da Reforma Protestante. As noventa e cinco teses que Lutero divulgou em 1517 tinham como principal objetivo combater os exageros na venda de indulgências, o que era feito para arrecadar fundos para a construção da Basílica.

Mas essa é outra história. Rafael não chegou a testemunhar os desdobramentos da controvérsia, pois morreu três anos depois, em 1520, com apenas trinta e sete anos, e foi enterrado, com grandes honras, no Pantheon, em Roma. Não sabemos muito sobre a fé pessoal de Rafael, mas o fato é que ele deixou uma importante obra, na qual representou, com grande profundidade, temas sacros e profanos. Seu trabalho, criativo e original, influenciou várias gerações de artistas, como aqueles do movimento maneirista, que, mais tarde, no final do século XVI, procurariam pintar “à maneira” de Rafael, Michelangelo e Leonardo.

 

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